Para o nosso primeiro dia em Luxor, ainda integrado no programa do cruzeiro, estava ainda reservada uma visita aos dois principais templos da cidade, o de Luxor e o de Karnak. De manha, apos termos visitado a margem oriental, ainda tivemos tempo (pouco!) para o templo de Luxor. 
Outro ponto merecedor de referencia e o facto de que se pode encontrar uma mesquita construida dentro do templo, ou melhor, por cima dele! No sec. III d.C. o templo foi ocupado pelos romanos, que construiram uma fortificacao a sua volta (a que os arabes chamaram Al-Uqsur e que deu o nome actual a esta cidade). Com o passar do tempo, os romanos desapareceram, a areia foi avancando e cresceu uma aldeia entre as muralhas. Quando, em 1881, os arqueologos franceses descobriram o templo e quiseram dar inicio as escavacoes, era necessario deslocar a aldeia. Todas as construcoes foram eventualmente removidas, com a excepcao da mesquita de Abu al-Haggag, construida no sec. XIII, e que ainda hoje se mantem intacta, em pleno patio de Ramses II.
A seguir ao templo, hora de almoco. Pouco tempo tivemos, pois havia mais um templo a visitar, ou melhor, um enorme complexo de templos, com inumeros patios, salas, colossos e um enorme lago sagrado.
Karnak foi durante seculos o templo mais importante do pais, e diversos faraos foram deixando a sua marca, fazendo sucessivos acrescentos a sua estrutura.
Tambem aqui o nosso guia fez uma visita de medico, mas nos permanecemos la quando o resto do grupo se foi embora para tomar uma bebida num dos hoteis de luxo da cidade. A dimensao e complexidade deste templo exigia mais do que uma breve visita e acabamos por la passar mais de duas horas, sob um sol implacavel. 
Claro esta que num monumento destes, cada um tem os seus pontos preferidos, de acordo com o seu gosto. Uns admiram a avenida de esfinges (estas com cabeca de carneiro) que conduzia ao Nilo, outros deliciam-se com a estatua de Ramses II com uma das suas filhas aos pes. Mas para mim aquilo que se distingue mais nas ruinas existentes e a chamada grande sala hipostila, que era suportada por 134 enormes colunas.
O tecto ja nao existe, mas as colunas continuam la, constituindo um labirinto em que uma pessoa pode vaguear num percurso entrelacado, onde o jogo de luz e sombras e simplesmente espectacular. 


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